Esta noite a escrita não sai fluída...as palavras parecem deter-se na ponta dos dedos...
Talvez pelo vinho, um tinto maduro, que me deixou o corpo ainda mais sequioso, e o espírito dormente.
Talvez pelo adiantado da hora...
Sempre tive mais aptidão para escrever do que para falar...
a boca fica entre a cabeça e o coração e muito perto de ambos e as palavras tropeçam umas nas outras e atropelam-se...
as mãos estão mais distantes de ambos o que dá tempo às palavras para amadurecerem os pensamentos e arrefecerem os sentimentos...
Queria ter-te dito qualquer coisa...vi os teus olhos magoados e tristes...
Queria ter-te arrancado um sorriso... ver os teus olhos a brilhar...
Queria ter-te cantado uma canção...
Queria ter-te dado a mão...
Ao longe ouvia-se um piano...triste...que me foi afundando lentamente na tristeza,
entreguei-me em seus braços, recebi seus beijos tépidos.
Tentei adivinhar o teu cheiro no ar que respirava para te sentir mais perto.
Resignado pela tristeza serve-me a alegria de saber que existes...
Talvez pelo vinho, um tinto maduro, que me deixou o corpo ainda mais sequioso, e o espírito dormente.
Talvez pelo adiantado da hora...
Sempre tive mais aptidão para escrever do que para falar...
a boca fica entre a cabeça e o coração e muito perto de ambos e as palavras tropeçam umas nas outras e atropelam-se...
as mãos estão mais distantes de ambos o que dá tempo às palavras para amadurecerem os pensamentos e arrefecerem os sentimentos...
Queria ter-te dito qualquer coisa...vi os teus olhos magoados e tristes...
Queria ter-te arrancado um sorriso... ver os teus olhos a brilhar...
Queria ter-te cantado uma canção...
Queria ter-te dado a mão...
Ao longe ouvia-se um piano...triste...que me foi afundando lentamente na tristeza,
entreguei-me em seus braços, recebi seus beijos tépidos.
Tentei adivinhar o teu cheiro no ar que respirava para te sentir mais perto.
Resignado pela tristeza serve-me a alegria de saber que existes...

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