Monday, October 30, 2006

O turbilhão passou. Agora a bonança tomou conta de mim.
A música exerceu o seu poder antipirético perante a revolta emocional.
A leitura serviu desta vez como um purgante...
Por vezes canso-me de mim próprio, nem sei quanto de verdade existe nas minhas palavras. Parece-me que enceno a vida...
Talvez tenha passado a vida a criar personagens que encarno e desfilo, uma a uma, e que depois abandono ao vento e à fome e quando morrem, morre mais um pedaço de mim.
Comecei lentamente a por em causa a minha descrença relativa à existência do destino. Não pode ser apenas acaso este meu fado, a minha sina. (Maybe it's just the karma police)
Recordo o refrão de uma música que me apetece gritar:
"e pudesse eu pagar de outra forma"...

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